Síndrome da Cinderela

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A Cinderela é a grande vilã do sucesso profissional! Por que alguns profissionais estão tão frustrados, desanimados e criando rugas de preocupação quando o assunto é a palavra trabalho? Por causa da Síndrome da Cinderela, que tinha um pai rico e foi criada como a princesinha do papai.

Após a morte dele, ficou aos cuidados de sua madrasta, passando a dormir no sótão e vestir-se de farrapos. Como em todo conto de fadas, acontece algo de surpreendente e mágico, ela de repente é salva por um príncipe, vira a princesa linda e rica novamente e vive feliz para sempre. ⠀
No mundo real não é diferente. Muitas pessoas são criadas como princesinhas ou principezinhos do papai. Acham que são especiais e que merecem o melhor, sem ter feito nada de concreto para isso. Mas quando se iniciam no mercado, a vida vira uma grande “madrasta”. Será que isso é tudo que lhes resta? Ficar no escuro do sótão da sua falta de clientes sofrendo ou aceitar se vestir de farrapos?

E se a Cinderela tivesse saído de seu sótão e ido procurar trabalho? E se ela fizesse um site, um texto ou um vídeo e começasse a produzir um conteúdo de qualidade que atraísse clientes? E se tivesse ido estudar, se capacitar e melhorar suas habilidades?Talvez terminasse o filme num castelo construído por ela mesma e não vivendo às custas de um príncipe.

Às Cinderelas do mundo real, eu digo: o mercado de trabalho não é um conto de fadas. Não vai ter magia. Um final feliz não será feito no final do livro, mas no final do dia, ao deitar sua cabeça no travesseiro e sentir que deu o máximo de si.

Isis Moreira, publicado em: https://www.instagram.com/p/BPVzhbzluyR/?taken-by=moreira.isis

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Nossos pra sempre têm tamanhos diferentes

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Nosso amor começou sem a gente querer, eu te achei legal e você me achou bonita. Inventei que tinha cervejas em casa para você dar um pulinho por lá. Não é que colou? 13 foi o dia em que a gente se beijou e que nosso mundo mudou e a gente nem notou. Eu estava lá pra você e você esteve pra mim até que um dia tudo desandou. Você já não era mais o cara que tocava em banda, andava de skate (apesar da idade, rsrs), sabia tudo de música (meu Deus, o quanto isso me fascinava em você) e que não gostava das mesmas coisas que eu. Eu, também, já não era mais a menina que sorria cada vez que te via, que ouvia sua voz ou que acenava a cabeça falando que o som tava ok pra quem estava ouvindo da plateia. 10: “Eu vi que a minha escova de dente não está mais no banheiro”, você me disse com lágrimas nos olhos e eu te respondi com lágrimas também, porque ali a gente não era mais um só. Fizemos promessas que não conseguimos cumprir, nos amamos demais a ponto de saber o próximo passo do outro, até que chegou o dia 10, e a gente não sabia o que esperar do final daquela noite. “Você é a mulher da minha vida”, você me disse. “Mas como se pode deixar a mulher da sua vida ir embora?”, retruquei. Você ficou em silêncio, sua vida talvez não tivesse mais espaço para nós. Talvez eu tenha sido nós por muito tempo, no dia 10 eu resolvi ser eu, mesmo que sem você. Como li uma vez, nossos pra sempre têm tamanhos diferentes.

Texto publicado sem autoria na página: https://www.facebook.com/projetominhacartadeamor/?hc_ref=NEWSFEED&fref=nf

30 lições pra te esquecer

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Número um.

Eu não digo seu nome há 72 horas. Você se foi há uma semana (parar de contar os dias é a próxima lição) eu dormi com a sua camiseta no dia seguinte, achei que sentir seu cheiro me ajudaria a parar a dor, mas foi como enfiar uma faca em um corte que já foi costurado e rodá-la até que ele se aprofundasse mais. Foi uma péssima ideia. Eu ainda sentia sua falta pela manhã e acordei sem ter noção alguma do que fazer.

Seguir minha vida? Sorrir para as pessoas, sair com minhas amigas, beber até que eu estivesse louca o suficiente pra te “encontrar” em algum desconhecido e simplesmente ignorar a voz em mim que gritava a todo instante que só queria a tua presença? Deus… Eu nunca achei que diria isso, mas eu me tornei tão dependente de você que nem sei mais quem sou, eu fazia esse tipo de coisas antes? Eu não sei dizer. Eu definitivamente não sei dizer o que me restou depois da sua partida.

Eu estou intoxicada por você, cada canto da minha casa, cada passo da minha rotina chama por você, e eu não suporto mais o pensamento de que tudo que nós vivemos foi irreal, ou ficar me perguntado aonde foi que tudo deu errado com a gente. É deprimente, eu nunca achei que chegaria a esse ponto e mesmo sabendo que 70% de mim ainda é você, eu me quero e terei de volta. Essa é a lição número um do dia número um… Você não pertence mais a este lugar. Eu fiz tudo que pude, eu me doei e me doeu tanto vê-lo desistir que eu não posso aceitar ser infeliz por você.

Quando eu era apenas uma menina que mal sabia escrever seu próprio nome minha mãe me dizia “ninguém nasce sabendo das coisas, tudo se aprende ao longo da vida” portanto, mesmo que eu não tenha nascido sabendo esquecer alguém, é hora de aprender. Você foi embora, metade de mim foi junto de ti, mas assim como as casas destruídas por uma enchente, vou me reconstruir e então você vai aprender que e se lamentar por ter me ensinado uma das coisas mais difíceis da vida. É hora de queimar aquela sua camiseta. Até a próxima.

– Tatiane Nunes.

(texto retirado de: https://www.facebook.com/apodrecendo/?hc_ref=NEWSFEED&fref=nf)

50 receitas

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Eu respiro tentando encher os pulmões de vida
Mas ainda é difícil deixar qualquer luz entrar
Ainda sinto por dentro toda a dor dessa ferida
Mas o pior é pensar que isso um dia vai cicatrizar

Eu queria manter cada corte em carne viva
A minha dor em eterna exposição
E sair nos jornais e na televisão
Só pra te enlouquecer
Até você me pedir perdão

Eu já ouvi 50 receitas pra te esquecer
Que só me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr

O que me dá raiva não é o que você fez de errado
Nem seus muitos defeitos
Nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil de falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi aprisionado em sua teia

O que me dá raiva são as flores e os dias de Sol
São os seus beijos e o que eu tinha sonhado pra nós
São seus olhos e mãos e seu abraço protetor
É o que vai me faltar
O que fazer do meu amor?

Eu já ouvi 50 receitas pra te esquecer
Que só me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr

Composição: Frejat / Leoni

Para ouvir: https://www.youtube.com/watch?v=YboGD3LaZv8 

Estou em construção

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Durante a nossa vida causamos transtornos da vida de muitas pessoas, porque somos imperfeitos.

Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos. Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente. Mas agredimos. Não respeitamos o tempo do outro, a história do outro. Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe. E, assim, vamos causando transtornos.

Esses tantos transtornos mostram que não estamos prontos, mas em construção. Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma. O outro também está em construção e também causa transtornos. E, às vezes, um tijolo cai e nos machuca. Outras vezes, é o cal ou o cimento que suja nosso rosto. E quando não é um, é outro.

E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco também têm de fazer. Os erros dos outros, os meus erros. Todas as pessoas erram: A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade humana e cristã: o PERDÃO. Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras. É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários.Que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros e que, como caminhantes de uma jornada, é preciso olhar adianta. Se nos preocuparmos com o que passou, com a poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser completado. E será um desperdício.

O convite que faço é que você experimente a beleza do Perdão. É um banho na alma! Se eu errei, se eu magoei, se eu o julguei mal, desculpe me por todos esses transtornos, estou em construção.

Papa Franscisco

Carta de uma mulher ao seu amor

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Não sei se você existe, a não ser dentro de mim, onde me encanto com sua calma, que me faz te sentir forte, como se eu pudesse me perder em meio às minhas tormentas e confiar que você estará sempre lá, como um farol, para me guiar, acolher e aquecer. Você não se assusta com minha intensidade. Seus olhos não tem medo de olhar nos meus e você é corajoso o suficiente para não ter medo dos sentimentos, sejam eles meus ou seus.

Você caminha pela vida com uma espécie de conforto que só tem aqueles que já viveram muita coisa. Sabe para onde ir. Sabe o que quer. Reconhece e valoriza o que considera precioso.

Já viveu o suficiente para saber que ilusões são armadilhas. Você quer a coisa real e já se conhece o suficiente para pagar o preço de se viver assim. Você é verdadeiro, e não faz isso por mim. Faz isso pela pessoa que escolheu ser.
Você tem no peito um amor real pela vida, pelas pessoas, por si mesmo. Seu peito é macio e tranquilo. Não se apressa. Você é capaz de permanecer bastante tempo num abraço sem querer fugir. Você é capaz de me abraçar pelo tempo que for necessário para espantar meus fantasmas.

Você sabe conviver com as imperfeições. As suas e as minhas. Sabe tornar tudo mais leve não as levando tão a sério. Sabe brincar e rir de si mesmo. Vira criança de vez em quando e brinca, sem sentir vergonha ou se preocupar com o que os outros vão achar.

Você sabe ouvir, me ouve com os ouvidos, com os olhos, com o coração, com a alma.

Você é firme quando necessário, sabe enfrentar conflitos, se posicionar, tomar decisões, não foge por medo, não evita, faz o necessário para preservar a inteireza da vida.

Você não precisa de uma multidão ao seu redor. Escolhe bem as pessoas com quem se relaciona. É de poucos, mas verdadeiros amigos. Não gosta de fazer as coisas só porque todos fazem. Foge de tumultos, lugares da moda, experiências vazias. Gosta do dia, da beleza, da natureza, de viajar, de piqueniques sob o luar, de ler um bom livro à frente de uma lareira, da luz de velas, de música, de conversar longamente em um tom de voz baixo e sem pressa.

Gosta de caminhar em meio à mata, de comer coisas saudáveis, de animais, gosta do meu silêncio, gosta de mim. Você verdadeiramente gosta de mim e me quer bem. Você sabe me tocar e tem ouvidos para ouvir meus pedidos.

Você sabe respeitar meus limites e sabe se fazer presente sem me sufocar.

Eu te amo.

Patricia Gebrim, publicado em: https://www.facebook.com/patricia.gebrim

Antes dos 30

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Eu estava há cinco meses sem contato com meu pai. Não por briga, por nada. Apenas sabia que ele tá bem e ele também sabia, então assim a vida seguiu – como nos últimos quinze anos – e tudo bem pra gente.
Aí ontem eu liguei só pra dar um oi, mandar o clássico ~tô viva, heim~ e, após contar do meu trabalho novo, a sua primeira pergunta foi:
– “E aí, já tá se sustentando sozinha?”

Então, esse post não é pra falar sobre minha relação com meu pai, que já tá resolvida pra mim. O que quero aqui é refletir um bocado sobre essa pressão absurda que a sociedade nos impõe de sermos financeiramente bem sucedidos antes dos 30 anos.
Ah, não só isso: você tem que se resolver emocionalmente, academicamente, profissionalmente e ainda viajar metade do mundo – com o seu dinheiro, claro.

É óbvio que eu gostaria de já estar totalmente resolvida aos meus 26 anos, não precisar da ajuda de mais ninguém pra absolutamente nada, sair do país duas vezes por ano e tudo mais. No entanto, essa não é a minha realidade – nem a de ninguém que eu conheça. Talvez isso seja possível se você herdou a empresa do seu pai ou se conseguiu um emprego de salário acima da média do mercado. Fora isso, migs, num dá.
Só que é isso que o mundo espera e pressiona o pessoal dos 20 e poucos anos. “Na sua idade, eu já tinha dois filhos e sustentava todo mundo”: beleza, amigo, deve ter sido muito pica pra você, mas hoje as necessidades e cobranças são outras.
Me diz aí: há alguém de 20 e poucos anos que não leva trabalho pra casa? Que não trabalhe mais que as tais 40 horas semanais? Que não tem que abdicar de finais de semana? E tem que fazer isso enquanto vira a noite pra entregar o trabalho da pós, escrever a dissertação do mestrado etc.?
Porque, amigo, é preciso ter estrelinha no Lattes. É preciso fazer a pós pra tentar mudar de emprego e ganhar 200 reais a mais no salário merda de sempre. E é preciso fazer a comida, ir ao mercado, lavar a louça, tirar o lixo…
Isso sem falar nas séries. Não é fácil manter as trezentas séries em dia, viu? Mas isso é bom para estudar inglês.

E francês.
E espanhol.
E italiano.
E alemão.
Porque um bom profissional, para ganhar bem, tem que ser poliglota.

E fazer um esporte.
Porque mente sã, corpo são. Ou corpo são, mente sã. Sei lá.

E se for mulher, dieta nela.
Porque não pode engordar de tanto estresse, né mores, senão não ~arruma um homem~. Porque, né, no meio disso tudo, cê não pode apenas optar em não namorar ninguém, vai ficar pra titia – pausa para mandar beijo pra Alice e Rafael, meus sobrinhos gostosos.

Então trabalhe, ganhe bem, fale três línguas, seja culta, seja bonita, tenha um namorado, esteja depilada, cabelo arrumado, roupa da moda, seja descolada, faça pós-graduação, corra às seis da manhã, tenha um carro, tenha um iPhone, arrume a casa, troque de namorado [porque aquele foi abusivo], trabalhe mais, trabalhe todo dia, trabalhe e estude, trabalhe com algo que cê estudou, estude algo que cê trabalhe, faça doutorado, antes dos 30.

Antes dos 30 faça tudo isso. E sem ajuda explícita, porque ajuda é feio. Só vale aquela que não se comenta quando se fala de meritocracia.

Faça tudo isso.
Antes dos 30 anos.

E depois vá à Disney.
Pra brincar feito criança.

Fernanda Abreu, publicado em: https://www.facebook.com/fernanda.abreu.3954546?fref=nf

Nem sempre nós ficamos com os amores de nossas vidas

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Eu acredito em grande amor.

Mas falo e namoro como se não acreditasse.

Eu não tenho expectativas fúteis para romance. Eu não estou busco flutuar. Eu sou um daqueles indivíduos raros, talvez um pouco cansados que realmente gosta de cultura de conexão e é feliz por viver em uma época em que a monogamia não é necessariamente a norma.

Mas eu acredito em grande amor, porque já tive um.

Eu tive esse amor que tudo consome. O amor do tipo “eu não posso acreditar que isso existe no mundo físico.”

O tipo de amor que irrompe em um incêndio incontrolável e então se torna brasa que queima em silêncio, confortavelmente, durante anos. O tipo de amor que escreve romances e sinfonias. O tipo de amor que ensina mais do que você pensou que poderia aprender, e dá de volta infinitamente mais do que recebe.

É amor do tipo “amor de sua vida”.

E acredito que funciona assim:

Se você tiver sorte, conhecerá o amor de sua vida. Você estará com ele, aprenderá com ele, dará tudo de si mesmo a ele e permitirá que a sua influência te mude em medidas insondáveis. É uma experiência como nenhuma.

Mas aqui está o que os contos de fadas não vão te dizer – às vezes encontramos os amores de nossas vidas, mas não conseguimos mantê-los.

Nós não chegamos a nos casar com eles, nem passar anos ao lado deles, nem seguraremos suas mãos em seus leitos de morte depois de uma vida bem vivida juntos.

Nós nem sempre conseguimos ficar com os amores de nossas vidas, porque no mundo real, o amor não conquista tudo. Ele não resolve as diferenças irreparáveis, não triunfa sobre a doença, ele não preenche fendas religiosas e nem nos salva de nós mesmos quando estamos perdidos.

Nós nem sempre chegamos a ficar com os amores de nossas vidas, porque às vezes o amor não é tudo o que existe. Às vezes você quer uma casa em um pequeno país com três filhos e ele quer uma carreira movimentada na cidade. Às vezes você tem um mundo inteiro para explorar e tem medo de se aventurar fora de seu quintal. Às vezes você tem sonhos maiores do que os do outro.

Às vezes, a maior atitude de amor que você pode possivelmente tomar é deixar o outro ir.

Outras vezes, você não tem escolha.

Mas aqui está outra coisa que não vão te falar sobre encontrar o amor da sua vida: não terminar com ele não desqualifica o seu significado.

Algumas pessoas podem te amar mais em um ano do que outras poderiam te amar em cinquenta anos. Algumas pessoas podem ensinar-lhe mais em um único dia do que outras durante toda a sua vida.

Algumas pessoas entram em nossas vidas apenas por um determinado período de tempo, mas causam um impacto que mais ninguém pode igualar ou substituir.

E quem somos nós para chamar essas pessoas de algo que não seja “amores de nossas vidas”?

Quem somos nós para minimizar a sua importância, para reescrever suas memórias, para alterar as formas em que nos mudaram para melhor, simplesmente porque nossos caminhos divergiram? Quem somos nós para decidir que precisamos desesperadamente substituí-los – encontrar um amor maior, melhor, mais forte, mais apaixonado que pode durar por toda a vida?

Talvez nós apenas deveríamos ser gratos por encontrarmos essas pessoas em tudo.

Por termos chegado a amá-las. Por termos aprendido com elas. Por nossas vidas terem expandido e florescido como resultado de tê-las conhecido.

Encontrar e deixar o amor de sua vida não tem que ser a tragédia de sua vida.

Deixá-lo pode ser a sua maior bênção.

Afinal, algumas pessoas nunca chegam a encontrá-lo.

 

Traduzido pela equipe de O SegredoFonte: Thought Catalog

 

Carta sobre o dia dos namorados

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Não se trata de um dia.

Vamos começar por aí, minha querida. Não meu amor, eu não estou sendo irônico. Você é mesmo minha querida e me arrisco dizer, é também a única pessoa que me fez querer ser “querido” por alguém.

Mas eu precisava escrever essa carta, precisava e ainda preciso e só estarei satisfeito quando chegar ao fim dessas palavras. Quero dizer que você não precisa ficar desesperada e fazer de tudo para esse dia ser perfeito. Ele já começou a ser perfeito logo de manhã, quando olhei para a sua foto na cabeceira da minha cama e por um breve momento, me perguntei quem era essa jovem linda que estava embelezando meu quarto. Então fiquei feliz e surpreso ao perceber que era você… Já imaginou isso? Acho que nunca te contei, mas todas as manhãs você me deixa surpreso, porque você sabe né, normalmente quando eu acordo demoro alguns minutos para me lembrar quem sou e o que estou fazendo.

Uma vez li uma história na internet que falava sobre um homem que traiu sua mulher. Ele estava na fila do mercado e viu uma mulher de costas conversando com a atendente. Ele viu como essa mulher ela linda e a desejou por um momento, então, depois que ela se virou e ele pôde ver seu rosto, ele percebeu que a bela mulher se tratava da sua esposa. Até hoje a esposa dele não sabe sobre o dia que ele a traiu bem nas suas costas. Fico pensando se eu faria a mesma coisa com você, ou se você faria a mesma coisa comigo. O que me leva para o início dessa carta.

O dia dos namorados é especial porque faz a gente perceber se estamos ou não com a pessoa certa. Que nos faz refletir sobre tudo o que passamos com a pessoa, tudo o que vamos e o que podemos passar com ela. Sobre as coisas que QUEREMOS passar ao lado da pessoa e o que não podemos evitar passar. Sendo bom ou ruim, mesmo acontecendo tudo isso, você ainda deve se perguntar no fim do dia: Eu ainda a amaria?

Eu amaria sua neurose, suportaria seu ciúmes, aguentaria sua ansiedade, defenderia seus sonhos? Eu a veria todos os dias do mesmo modo que via no primeiro dia que me apaixonei? Essa pessoa ainda seria aquela que ocuparia meus sonhos? Que ocuparia boa parte do meu futuro, senão todo ele? Esse dia serve para aproveitarmos com todo o amor que temos, mas acima disso, serve para refletirmos tudo o que passamos ao lado dessa pessoa e o que ainda podemos passar. Aliás, nós queremos passar por tudo isso?

Se a resposta for sim, então você está com a pessoa certa. Se você, mesmo depois de ler essa carta, ainda responder não para algumas dessas perguntas. Não fique assustada. Não pense em terminar, até o final dessa carta, ou quem sabe, até o final dos nossos dias, ainda farei você dizer sim. Pois não é para isso que serve o dia dos namorados? Nos lembrar de como fazer a pessoa que amamos dizer sim?

Kézia Martins, publicado em: http://www.namoradacriativa.com/