Valeu, 2016…2017, te espero…de coração aberto.

cheering woman open arms to sunrise seaside
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Antes de qualquer coisa…AGRADEÇA!

PERDOE, mas só se for de coração.

SEJA HONESTO com os outros, mas principalmente com os seus princípios, vontades e com seus próprios sentimentos.

ARRISQUE-SE, desça de cima do muro, tome partido, é sim ou não!

Lembre-se que as conquistas, o sucesso, a felicidade e mais um monte coisas boas ficam além da sua zona de conforto…

SEJA FELIZ…sorria, ame, viaje, aprenda coisas novas, chore, grite…vá aos extremos, teste seus próprios limites, experimente sentir todas as sensações que puder…

VIVA! Mas viva mesmo, faça história, deixe sua marca…

Ainda que nem todos momentos ou situações ruins possam ser evitadas…sempre é possível olhar pelo lado bom, sempre é possível olhar para cima e apegar-se a FÉ, o fardo será mais leve…ACREDITE!

Valeu, 2016…2017, te espero…de coração aberto.

Ana Carolina Rosalino

 

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Pessoas boas também dizem não..e devem fazer isso

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É, sinto te informar, mas parecer sempre bem, disponível, prestativo, pró ativo, atencioso…não basta. Na verdade, só faz com que criem a (distorcida) ideia de que você é forte e independente o suficiente e sempre dará um jeito nas coisas e, pior, quando você (dentro do seu direito) falhar, poucos vão compreender.

As pessoas boas têm limites SIM, também se cansam e têm o direito de dizer NÃO, de dizer CHEGA para situações que caminham para o insustentável, portanto, não se sinta mal, você não se tornou (ou vai se tornar) uma pessoa ruim por isso, você só atingiu o seu limite (por mais que você ainda relute, pense que está faltando paciência e compreensão da sua parte…NÃO ESTÁ!).

Queria te pedir para cuidar de você, para respeitar suas vontades e limites, antes que pese demais, que você precise voltar pra terapia, que você precise de uns calmantezinhos. Preparado para o mais triste? A culpa é sua. Foi você quem permitiu, foi você quem se sujeitou, porque ninguém coloca NADA (sentimento, expectativa, obrigação, culpa…nada mesmo) dentro da gente, ninguém tem esse poder sobre o outro.

Mas vamos lá…repense, mude, se imponha…VOCÊ NÃO PRECISA ABRAÇAR O MUNDO! Ninguém te vê sozinho, ninguém sente os teus arrepios, vontades, desejos, angústias, medos, aflições…(e não poderia ser diferente) porque quando você tira a armadura…é só você com (ou contra) você mesmo….

Ana Carolina Rosalino

Cansa, dá preguiça, enjoa!

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É preciso ser paciente, compreensivo, maduro…sem sombra de dúvida! Ainda mais pela noção de tempo ser extremamente relativa e pessoal. Como explicar a sensação de desconhecido por alguém que conhecemos desde a infância e a sensação fraterna por recém-chegados em nossa vida?

Precisa viver, precisa conhecer, precisa reconhecer, precisa tocar e sentir de perto, precisa de cheiro e de gosto, precisa olhar nos olhos e exalar verdade…Não precisa ser tudo pra ontem, senão perde a graça, mas também não pode passar da hora.

Não deixe isso acontecer…cansa, dá preguiça, enjoa! Como o leite, se ferver, derrama! Pode desinteressar e então perder o encanto antes mesmo do sentimento ter criado morada no outro e então uma grande oportunidade pode passar, pode estar passando e quantas outras já podem ter passado…

É, Saramago, concordo contigo (em gênero, número e grau): “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.”.

Ana Carolina Rosalino

É preciso travar a mais dura das batalhas, enfrentar a si mesmo…

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Aqueles dias que o carrinho da montanha russa encontra-se lá embaixo ou então no ápice do “looping”, quando tudo parece fora do lugar, quando além da mesa e das gavetas, a verdadeira morada de cada um, vulgo consciência, está uma bagunça!

É quando para, sem euforia, sem audácia, sem máscara, já sem coragem e é preciso travar a mais dura das batalhas, enfrentar a si mesmo; quando o vazio toma conta e vem aquela sensação ruim; mas como diria Vinícius: “pra fazer um samba com beleza. É preciso um bocado de tristeza…”. Então…permita-se um pouco de tristeza também. 

É quando o ego acalma, o caráter é questionado por você mesmo, o certo e errado se confundem, quando você procura aqueles seus tantos planos feitos e nunca nem iniciados, aquelas promessas frustradas e depara-se com a dura realidade do que não foi construído até aqui, do que foi tão somente expectativa (exclusivamente) sua e com o agravante das comparações e cobranças a que está exposto o tempo todo em todos os lugares.

Aí vontade de ficar quieto, não falar para também não precisar ouvir. A paciência e a tolerância diminuem, o burburinho (do qual costuma sempre participar) incomoda! É quando você desmascara você mesmo, percebe que aquele seu ar de quem tudo pode e tudo sabe vai ficando abafado, é quando o seu discurso liberal e moderno não condiz com os seus pensamentos preconceituosos, e além dos outros, até você já consegue perceber isso.

Mas não se culpe. Pode ser, muito provavelmente, que, assim como eu, você cansou de carnaval e, agora, quer mudar a brincadeira.

Ana Carolina Rosalino

Maturidade – um estado de espírito

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Esqueça os ataques de cólera por qualquer motivo, você vai ter compreensão que certas coisas não têm solução, não adianta repetir, argumentar, gritar ou chorar. E você sabe que isso não é resignação, é simplesmente poupar-se de um desgaste desnecessário.

O tempo é menos questionado, e então a certeza que ele é o remédio para muitas (se não, todas) coisas e que só ele é capaz de transformar a dor em lembrança/saudade. Ele vai mostrar que você estava errado sim, que aquele (que você tinha certeza ser) não era o momento certo e ainda vai te mostrar que a família é sim a sua base e que, quase sempre, a sua mãe estava certa.

Você compreende que as pessoas são diferentes e compreende muitas das atitudes e reações delas, aceita que elas (mesmo as que você ama) vão te decepcionar algumas vezes e que você também vai decepcioná-las e que é possível sim perdoar e ser perdoado. Atenção! Não que você vá ser enganado, vai deixar as coisas pra lá, vai se tornar frio, que não vai sofrer nem chorar; mas é mais leve, mais brando, sem desespero.

Você não perde mais tempo, não está mais disposto a conviver com uma frustração futura. Você sabe tomar a frente e, o mais difícil, sabe a hora de recuar, de parar e pedir desculpas e tem clareza do significado de palavras chave para a vida: amor próprio, família, amizade, respeito, paciência, resiliência e serenidade.

Felizes os que, ainda na juventude, atingem este estado de espírito. Cada um no seu tempo, forçado por acontecimentos repentinos, pelas responsabilidades absorvidas ou simplesmente pelas experiências que a vida traz.

Ana Carolina Rosalino

Deixa eu te esclarecer algumas coisas, meu amigo…

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Você não quer se envolver? Deixe claro e não possibilite que nenhuma expectativa seja criada, deixe a ela a escolha de entrar (ou não) nesse barco furado com você. Qual a necessidade de deixar a moça aflita a semana toda, esperando qualquer sinal que indique que você lembrou-se dela? Isso tem uma definição simples: molecagem, coisa que já não cai bem na sua idade, não acha?

Sabe, ela é bacana mesmo e sempre vai ter quem ofereça o ombro enquanto você deixa-a no banho-maria, e ainda depois disso, se você decidir ligar, ela vai te dar outra chance, aproveite! Porque ela depende de você ou você é lindinho? Não! Ela é independente (a maioria que passa por isso é e são as que não se sujeitam a qualquer coisa) e você não vai ser lindinho pra sempre, aliás, geralmente nem lindinho você é, mas ela ainda consegue ver pontos positivos em você, incrível, né?

Eu sinto a minha sinceridade, mas você vai perdê-la!

Não por ela, porque ela vai insistir em você sim, e não vai ser pouco! Vai passar por cima do orgulho e vai até encontrar justificativas vazias pras suas presepadas injustificáveis na tentativa de convencer o mundo que ela não é tão boba e você não é tão “cafa” como age e parece ser.

Mas uma hora ela vai cansar (e na maior parte das vezes não é porque apareceu outro, como você imagina e ainda tenta usar como defesa depois), simplesmente foi você que, entre um vacilo e outro, se tirou dela, fez com que ela se acostumasse com a sua ausência e a sua indiferença.

A gente aprende! Chama-se maturidade. E lhe digo, com propriedade, que cada vez vai doer menos e a expectativa desenfreada cede lugar às surpresas. Sabe aquela facilidade de aproximar-se e até apaixonar-se por alguém? É a mesma de ter dificuldade para lembrar o nome, o rosto, o cheiro, a voz…não digo que não vai chatear, mas não derruba mais.

Meu amigo, tudo que uma mulher não precisa é conviver com essa confusão, desnecessária, que você causa nela…

Ana Carolina Rosalino

 

Não se contente

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Jogar tudo pro alto, sair de casa, enfrentar a família, largar o emprego e se propor a fazer qualquer coisa que, possivelmente, cause vergonha e/ou constrangimento, se lançar na novidade sem medir consequências ou pensar no amanhã, apostar no, ilusório, caminho mais curto, que facilita o riso frouxo…Seria uma tentativa de acalmar ou satisfazer uma cabeça e um coração acostumados a viver no limite?

A incessante busca de algo mais, de vantagens e sensações novas além da contínua e péssima mania de criticar e exaltar o repúdio à rotina, à constância das pessoas “comuns”, “acomodadas”…É, infelizmente, tem quem não se importe com o fato das relações familiares serem comprometidas, ou a conduta impedir de levar adiante uma formação ou uma carreira profissional bem sucedida.

O negócio é viver um amor maluco; testar coisas, lugares, comidas e até pessoas diferentes a cada dia; sem obrigações e formalidades que relações realmente sólidas e estáveis exigem; cada um por si, com as suas próprias vontades e verdades…Como toda coragem diminui, a crista é recolhida e a família de propaganda de margarina some das redes sociais quando a situação complica, quando precisa de ajudar…?

Você queria essa coragem? A coragem dos chamados malucos, modernos, liberais, sem vínculos…?

Não se contente, não se contente caso você seja mais que isso. Cada um sabe com que e com quanto se contenta, cada um sabe o que lhe basta e, mais, o que merece.

Seja agradável; cumpra suas obrigações, prazos e horários; respeite suas relações; faça o bem e tenha a consciência tranquila, mesmo que te julguem como retrógrado, quadrado ou afins. Quando a base é sólida, o santo é forte e o caráter grita…é preciso MUITO mais.

Ana Carolina Rosalino

Vínculos sinceros

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Em sua maioria, são da época do colégio, outros eram vizinhos, alguns do prédio da praia onde passava as férias; pessoas que, mesmo sem contato por anos, hora ou outra você lembra e lembra com carinho, sente saudade; algo remete àquela amizade: um acontecimento, uma música, um lugar, um conhecido em comum…

As pessoas podem estar diferentes, ter mudado o corte de cabelo, o estilo de se vestir, o estado civil e terem filhos, mas a maneira de olhar, de falar, a expressão, o sorriso permanece e, para espanto da maioria, reconhecemos e somos reconhecidos com facilidade.

É como se tivessem se visto ontem, não falta assunto, você pode dizer o que sente e pensa e está preparado para ouvir, podem desabafar, falar da família sem precisar explicar quem é quem e você, certamente, se coloca no lugar do outro, se emociona e prontamente se dispõe a ajudar no que for preciso.

Dificilmente, porém possíveis, vínculos mais fortes e sinceros surgirão; estes, construídos na infância são de um convívio consistente, sincero, em uma fase que ainda não era preciso vestir máscaras ou posicionar-se para estar dentro de algum  padrão, então, espontaneamente, as pessoas definem seus verdadeiros laços, por afinidade, caráter, ideias e ideais comuns.

Acredite. Mesmo passada uma década, ou mais, quando você reencontrar um amigo, pessoalmente ou não; você vai sorrir naturalmente, a sensação de bem estar vai tomar conta de você, a verdade das palavras será sentida. Não estranhe quando se emocionar e for contagiado pela vontade de abraçar demoradamente…

Ana Carolina Rosalino

Depois do término

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É natural depois de um término que fiquem as dúvidas, ressentimentos, mágoas, decepções e conseqüentemente os medos…é uma mistura sem fim de sentimentos e emoções, como aquela pia suja de louça depois de uma festa que você só se dá conta no domingo a tarde, eis que a nossa defesa, consciente ou não, aciona o alerta.

Depois do choro, das tentativas frustradas de compreensão, negação, do jogar tudo fora, de desabafar até com as pessoas erradas…tenta se reinventar, a repescagem dos contatos antigos, mudar a cor dos cabelos, procurar atividades novas que ocupem o tempo, reencontrar “amigos” que estão na mesma que você, e então começa a sair e conhecer gente e lugares e gente e lugares…na tentativa de algo que nem se sabe o que.

São muitas risadas, bebedeiras, festas, viagens, flertes e pra completar ainda tem Ano Novo, Carnaval, feriado…e a sensação instantânea da liberdade e da fonte da juventude, aí a origem das fotos que expõe a felicidade infinita?

O que está por trás desse sorriso, menina? Questiona-se o próprio caráter e então, mais uma dose…mas agora de dúvidas, frustrações e os choques de realidade…e quantos sábados acabaram secretamente lendo um livro, assistindo uma comédia romântica ou assistindo Altas Horas…?

Não, você não se encaixa nisso tudo, não são aquelas pessoas que se parecem com você, não é com elas que você tem assuntos e risos intermináveis e te fazem bem e te fazem preferir um show aberto do Jorge Ben em um domingo, ou um sábado em casa com uma comidinha de casa, uma cerveja e um filme bobo…muito provavelmente é neste momento que você tenha conseguido, finalmente, limpar os seus pratos que tinham ficado desde aquela última discussão.

É a retomada da sua essência, quando você volta a ter clareza das coisas…mas nesse caminho, entre aventuras, alguém pode ter chamado sua atenção, te ouviu e você transpareceu seu trauma e evidenciou seu pesadelo em assumir alguém pela próxima década…será que é por isso que some e aparece, e aparece e some, mas de forma ou outra se faz presente?

Admirável, de aparente coração gigante, cabeça aberta, ensina coisas novas, apresenta livros e apóia idéias questionadas por todo mundo: “para quê?”. Pensado ou não, proporciona momentos realmente bacanas, de conversa infinita, de cia boa e que te fazem querer repetir a dose, transmite algum afeto e respeito e tem algo que chama atenção, que talvez você ainda não saiba explicar…mas, faz bem e mesmo com a certeza de ser tão diferente você arrisca dizer que são também, tão iguais.

Não adianta pré julgar, viver de suposições e hipóteses que muitas vezes estão tão somente dentro da cabeça de cada um, eu já limpei meus pratos, mas hoje tenho plena certeza que essa não é uma desculpa para manter o alerta sempre ligado e perder oportunidades.

Ana Carolina Rosalino