Desabafo: Melhor-Amiga

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Por que nunca damos ouvidos ao nosso sexto sentido!?  Ainda mais com alguma pessoa próxima? Porque é mesmo, que preferimos nos prender a ideia de que: “Nããão, nunca seremos traídos, por pessoas que colam com a gente todos os dias”? Por que será, que não confiamos naquela coisinha apontando lá dentro, bem lá no fundo, dizendo para meter o pé atrás e ficar de olho na estadia? Por que mesmo, que preferimos defender o lado bom das pessoas, enquanto tentamos esconder de nós mesmos, o que está posto na cara !?

Pegamos nos detalhes e vemos cada brilho no olhar. Insistimos em acalmar nosso eu, dizendo que é coisa da nossa cabeça e que aquela pessoa jamais seria capaz de tamanha afronta. “Tão boazinha coitada, eu é quem sou o mal exposto aqui, pensando tal coisa de um ser tão admirável. ”.

Oh! Que raiva! Desde que me entendo por gente, está presente, com esse título sagrado de melhor amiga. Como não pude perceber que o que você mais queria, era passar a perna em mim !?

Ha muito tempo que notava tua discrepância entre sorrisos e ações contraditórias. Por que não acreditei, quando eu vi naquele teu olhar, tamanho brilho invejoso? Tamanha raiva que emana das profundezas da alma, por não dar crédito a mim mesma!

Feliz por a muito já não compartilhar segredos sórdidos; Por sentir naquele beijo frio o toque da traição; Por conseguir notar naquele sorriso torto, as entrelinhas da maldade; Daquelas demonstrações de afeto em público, contrárias a pequenos olhares em particular.

Vai, some da minha vida! Assim como você entrou; de mansinho, quietinha, comendo pelas beiradas, se aproximando somente para pegar os podres e fazer deles o que bem quisesse. Até porque amigo na hora da tristeza, todo mundo é! Quem não sabe trocar uma palavra de consolo, por uma informação sobre a vida alheia? Ah esse teu sorriso largo, sempre perguntando o que aconteceu; cedendo o ombro amigo…. Não para consolar! Mas só pelo prazer de devorar os fatos! Nunca me enganou!

Vai some! Encontra outra vida para saquear; para você ser menos infeliz com essa tua insatisfação infinita consigo mesma. Vai ensinar aos outros, a acreditar em si mesmos e não em carinhas alheias; a decifrar olhares invejosos, disfarçados por sorrisos amigáveis; a lembrar que nessa vida só existe você e você, sua família e olhe lá.

Aproveita, e aprende também! Porque meu bem, o mundo continua girando. A qualquer momento você vai encontrar, quem será mais uma desgraçada na sua vida: Melhor amiga.

-Machado

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460 palavras escritas

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460 palavras escritas, perdidas pela vida, levadas pelo vento, eternizadas no silêncio; [ silêncio ] da consciência, tácita, do grito, oculto, que salta da mente, e que quase é expelido pela boca, porém novamente é sufocado no tempo, a tempo.

No orgulho. Na posse. Na pose. No standard. Na aparência. No jogo. No sinal. No trânsito. Do trânsito da vida. Levada pelas 460 palavras escritas.

Falsas. Egoístas. Explicita. Escondida. Diante dos olhos que brilham. Ansiosos, necessitados. Anseio. Desejo. Morte. Vida. Marcada na boca que prenuncia […]. Levada pelas 460 palavras escritas.

A dor. Do horror. Da consciência. Da ignorância. Da fantasia. Da ilusão. Mantida. Na vida, diária. Alimentada e levada. Pelas 460 palavras escritas.

Nunca. Jamais. Esquecerei, a vista da vida que se ia e que se foi. Fraca. Sufocada. Abatida. Morta! Eternizada na vida. Das 460 palavras escritas.

– Machado

Menina má

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Me perdoa? Me perdoa por ser má menina?

Me perdoa por brincar com teu coração

Por te fazer se sentir assim

Por este aperto no coração?

 

Me perdoa as lágrimas nos olhos, a vontade de desistir

Me perdoa por ser assim…

É que eu nem aprendi a gostar de mim

 

Me perdoa por falsas esperanças

Olhares, sorrisos…

Pelos trejeitos?

 

Me perdoa por toda essa confusão!

Enquanto digo “não”, parece que tudo o que faço diz “sim”

 

Me perdoa o brilho nos olhos

Me perdoa por te tocar, por deixar-te me tocar

Me perdoa por me enganar, por te iludir

Por demonstrar que te queria, aqui

Me perdoa por te fazer desejar, te fazer querer…

Por ter dito com o olhar, que eu gostava tanto de você

 

Vai, me perdoa

 

Perdoa essa dívida com teu coração

Me perdoa por ter dito não

 

Me perdoa por não me entregar

E mesmo assim alimentar

 

Me perdoa por ter desejado te conhecer

Porque um dia eu quis saber

 

Me perdoa por ter dito “Oi”

 

Me perdoa por ter feito você conversar

Por te fazer achar que um dia poderia me beijar

 

Me perdoa por te ouvir, por te admirar

 

Me perdoa por te querer bem

 

Me perdoa por toda essa intromissão na tua vida

Por essa tempestade tão inesperada

 

Me perdoa porque deixei que segurasse minha mão por um segundo, naquele abraço, naquele carinho, naquela loucura

 

Me perdoa pela insegurança

Por te provocar essa falta de confiança

Me perdoa por ser essa armadilha

Por te deixar em pilhas

Me perdoa a vida

Me perdoa por ser essa menina, Má.

 

 

-Machado

O alento do meu coração

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Parece que o nosso encontro, para meu coração, não foi o suficiente. Ele está aqui, tão ansioso. Quem sente – eu sinto – não diz que ele acabou de encostar em você. Precisa de mais. Três segundos de abraço não saciaram o desejo dele pelo teu coração. Ele tem uma vontade insaciável de você. Impressionante! Esse desejo nunca me trouxe equilíbrio, nunca me deixou andar com os pés no chão. Ele sempre me trazia uma ânsia de vômito tão grande. Me trazia o sentimento torturante, de ser jogada dentro dos meus piores pesadelos, sem a menor chance de me defender. Paixão pra mim era doença. Doença explícita, em sintomas aparentes. Dor, febre e até alucinações, que me preenchiam de aflição, como naqueles sonhos em que você grita, mas o mundo é silêncio e você simplesmente não consegue correr.

De repente você chega e me abraça. Me abraça até mesmo quando minhas emoções me fazem perder a razão e me desfazer de você. Porém você me abraça. Só me abraça. E nesse abraço imerecido, sinto a agitação do meu coração se acalmar. Parece cochilar, acalentado diante do afago das tuas mãos. As lágrimas escorrem, porque jamais me senti tão completa, numa calmaria extasiante, envolvida nos braços de alguém. Me calo. As batidas do meu coração me tomam e eu não consigo entender.

Coração meu, coração surrado, não cansaste de ser acalentado nos braços da ilusão? Não temes que seja tão passageiro quanto o último que lhe prometeu amor eterno? Mas ele não me ouve. Quando foi mesmo que quis ouvir a voz da razão? Nunca se importou.

Pobre coração, sofre de amnésia. Enquanto minha razão reluta, ele se entrega, como se jamais tivesse sido quebrado. Eu o observo. É semelhante a uma criança, que se machuca na brincadeira, chora o joelho ralado, mas no próximo segundo está lá: pulando, exalando uma alegria inconfundível, como se jamais tivesse se machucado.

Mas meu coração não teve só o joelho ralado, caiu tanto, que já não se pode mais lembrar com precisão de todas as quedas. Já passou por cirurgias, reconstituições, transfusões de sangue e atentados. Sua aparência, somente retalhos. Quem há de dizer que este pedacinho avermelhado, tão arranhado, é um coração?

Coração bobo, de sorriso tão frágil, me diz como consegue, ainda, se levantar? Me diz coração, onde escondeste teu medo, pois não consigo o encontrar. Diz pra mim, meu pequeno bem, que este coração que ansiais, não é mais um a quem pretende se entregar. Diz pra mim, pelo bem da minha sanidade, que você já não está dependente. Diz pra mim, que esta não é a única forma de você se aquietar.

Não quero ir. Não quero chorar. Não quero me arrepender mais uma vez.  Mas meu coração me puxa como um átomo eletronegativo, me dividindo em dois polos.

Sem nem mesmo perceber, ou ao menos enxergar o caminho, já estou aqui. Meu coração implorando o aconchego dos teus braços e eu, sem querer, já me acostumando ao teu toque. Fica aqui. Me permita desfrutar da paz e segurança que o mundo ganha dentro dos teus braços.  Me segura o tempo que for preciso.  Não por mim, mas pelo meu coração ferido, que insiste, que seu melhor alento, são as batidas do teu coração.

– Machado

BEIJO DE DESPEDIDA

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Vou te entregar um beijo de despedida; embrulhado pra presente, como nunca recebeu. Vou fazer surpresa, chegar bem devagarinho, e dizer ao pé do ouvido o quanto eu quero que seja meu. Depois, vou olhar em teus olhos, e como não houvesse amanhã vou deixar transparecer toda a emoção que um dia me coube. Vou balbuciar qualquer frase, e antes que as palavras escorram aos lábios vou entregar- lhe o presente, e deixar lhe como lembrança, a eternidade do meu olhar sereno, junto a dúvida que lhe será implícita, quando simplesmente lhe der as costas e dar o primeiro passo em direção a um caminho sem volta, para fora da sua vida.

Machado

Entre a distância das mentiras e o silêncio do meu orgulho

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Acabou. Eu sabia que não iria dar certo. Eu vivia aqui e você lá. Não era o tipo de cara que daria futuro, apesar do sentimento que a gente tinha ser muito forte no presente, evoluir pro amanhã, mas o depois do amanhã mesmo, eu já via que não iria rolar. Mas a teima é sempre constante.

Até que seria legal se tivesse dado certo, só legal mesmo, porque nunca consegui imaginar um futuro maior pra nós dois. Ficamos aqui, envoltos no orgulho das palavras não ditas, todas as vezes que nos afastávamos, e eu acabei me envolvendo e deitando no berço aconchegante de mentiras que você criou pra mim; Dormi quentinha, tranquila, e sonhando, acreditando que tudo era verdade e que não tinha nada de errado amar alguém que nem se quer era do mesmo lado que eu.

 Obrigada por mentir tão mal assim; E eu poder te pegar nos detalhes, do travesseiro duro demais para aquela cama, e dos lençóis ásperos demais para enxugar as minhas lágrimas. Ainda bem que o destino te levou, e os desencontros nos encontraram, e eu finalmente conseguir deixar de amar você. Porque se fosse mesmo pra ser, você estaria aqui e não do outro lado do mundo. Nem que fosse vez ou outra pra fazer uma visita, tentaria ao menos reencontrar o seu olhar com o meu.

Acabou e eu nem se quer te disse adeus. Acabou e você nem viu. Acabou e o que tínhamos se perdeu. E hoje só resta aquela coisa acanhada que existia no dia em que nos conhecemos.  Não sei se isso é bom, vai que então se desenrola um recomeço, mas as imagens de tudo o que aconteceu, as lágrimas, as mentiras, as brigas infindáveis e o abraço nunca prolongado, me fazem desistir de tentar outra vez. Não sei se é isso que não te deixa tentar também; Sei que estou cansada dessa emoção agonizante, dessa aflição sem jeito que esse tipo de sentimento provoca. Tenho medo de tudo isso recomeçar com um simples Oi, e é por isso que eu prefiro jamais quebrar esse gelo, e me manter em silêncio, pelo maior tempo que eu conseguir, mesmo olhando em seu rosto e notando que dentro dos seus olhos, ainda há as profundezas da incerteza do nosso algo inacabado.

 Perdoe-me por ter dito eu te amo, eu não te amei, e hoje eu percebo, que era melhor não ter me deixado levar pelo teu olhar repleto de carência me pedindo pra ficar. Não disse eu te amo por maldade, eu realmente achei que te amava, mas você mesmo me mostrou que não era bem assim, para ambos os lados. Soltou o elástico enquanto eu ainda segurava, me obrigando a voltar à realidade de que você já não estava mais aqui.

Agora fica ai que eu vou continuar aqui. Porque é assim que deve ser. Você envolvido na distância das mentiras e eu no silêncio do meu orgulho.

-Machado