Happy new year

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A gente não tem se falado muito, talvez o suficiente pra saber se tá tudo bem de ambos os lados.

Hoje é o primeiro dia do ano e eu queria te dizer 365 coisas diferentes que realmente acontecerão nesse ano que entra, mas você não chegaria ao trigésimo ícone sem me chamar de maluca ou algo do tipo. Mas resumindo bem o excesso da coisa, eu queria te dizer que você tem 365 dias inteiros, que juntos dão milhões de horas pra calcular ( e eu sou péssima nisso), que abraçadinho comigo daria a eternidade, mas não vou entrar nesse causo. Na real, você tem 365 dias nesse ano inteiro pra se sentir incrível, pra recomeçar de dentro pra fora todos os dias, pra resumir a vida toda num sorriso.

Você tem 365 dias pra planejar viagens ( e ir ), pra conhecer novos amores, cair fora deles, chorar por isso, conhecer alguém de novo e morrer de amores mais uma vez. Você tem 365 dias pra tocar o coração de alguém, ou fazer um som bacana que cause o mesmo efeito, num ato de curar a si mesmo do que vem de fora. Você tem 365 dias pra tomar um banho de chuva, um banho de sol, andar no sereno, pegar um resfriado e ligar aqui em casa pra vê se eu tenho tempo pra um abraço.

São 365 dias, um ciclo, um movimento de translação em volta de uma estrela infinitamente iluminada, meu amor, é impossível isso ser uma coisa ruim. Nos próximos 365 dias eu quero que você seja extraordinariamente feliz, mas mais do que isso, eu quero que você se sinta um ser humano extraordinário e comece dai a infinidade de amor que o mundo merece ver em você.

Natália Brandão, publicado em: https://www.facebook.com/OMocoEOOcio/?hc_ref=NEWSFEED&fref=nf

Valeu, 2016…2017, te espero…de coração aberto.

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Antes de qualquer coisa…AGRADEÇA!

PERDOE, mas só se for de coração.

SEJA HONESTO com os outros, mas principalmente com os seus princípios, vontades e com seus próprios sentimentos.

ARRISQUE-SE, desça de cima do muro, tome partido, é sim ou não!

Lembre-se que as conquistas, o sucesso, a felicidade e mais um monte coisas boas ficam além da sua zona de conforto…

SEJA FELIZ…sorria, ame, viaje, aprenda coisas novas, chore, grite…vá aos extremos, teste seus próprios limites, experimente sentir todas as sensações que puder…

VIVA! Mas viva mesmo, faça história, deixe sua marca…

Ainda que nem todos momentos ou situações ruins possam ser evitadas…sempre é possível olhar pelo lado bom, sempre é possível olhar para cima e apegar-se a FÉ, o fardo será mais leve…ACREDITE!

Valeu, 2016…2017, te espero…de coração aberto.

Ana Carolina Rosalino

 

Junho

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Junho sempre foi nosso mês, nossa história deve-se a esse mês, afinal foi num junho que te conheci, e infelizmente foi num junho que te desconheci.

Em um junho, estávamos nós, ali, frente a frente, sendo apresentados, trocando as primeiras palavras e o número de telefone, logo em seguida saímos pela primeira vez e trocamos o primeiro beijo. Mas, aí, veio o junho seguinte, e com ele todo o contrário do anterior, nesse junho você não me trazia mais flores, não ligava mais, não falava mais. Entre dois junhos o sentimento fora esvaziado, a paixão desapareceu e tudo mudou rapidamente e drasticamente.

Nós ainda tentamos, no nosso último junho juntos, reacender o sentimento que outrora existia, mas foi em vão, e apesar do meu coração ser todo seu, isso não o convenceu e seu coração estava em duvidas, dividido, e então você decidiu que era melhor não tentar mais, que o melhor era voltarmos a ser amigos – e mal sabíamos nós que rapidamente nem isso seriamos mais, pois para ambos era difícil estar perto um do outro sem lembrar de tudo o que vivemos juntos.

Mas ainda guardo lembranças de tudo que ocorreu entre um junho e outro, e ás vezes, tento segurar as lágrimas ao lembrar o contraste entre um e outro, do oi ao adeus, do prazer em te conhecer ao não podemos mais nos ver, do primeiro e do último beijo dados com a mesma paixão e o mesmo carinho.

Lembro de tudo, e mais ainda, todos os dias lembro o quanto ainda te amo apesar de todo esse tempo, apesar da distância e do tempo sem nos ver. Devemos nossa história ao mês de junho, e o fim dela também… Foi um junho que trouxe até mim, e foi um junho que te levou de mim, para sempre.

Kezya Araujo

Estou em construção

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Durante a nossa vida causamos transtornos da vida de muitas pessoas, porque somos imperfeitos.

Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos. Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente. Mas agredimos. Não respeitamos o tempo do outro, a história do outro. Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe. E, assim, vamos causando transtornos.

Esses tantos transtornos mostram que não estamos prontos, mas em construção. Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma. O outro também está em construção e também causa transtornos. E, às vezes, um tijolo cai e nos machuca. Outras vezes, é o cal ou o cimento que suja nosso rosto. E quando não é um, é outro.

E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco também têm de fazer. Os erros dos outros, os meus erros. Todas as pessoas erram: A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade humana e cristã: o PERDÃO. Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras. É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários.Que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros e que, como caminhantes de uma jornada, é preciso olhar adianta. Se nos preocuparmos com o que passou, com a poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser completado. E será um desperdício.

O convite que faço é que você experimente a beleza do Perdão. É um banho na alma! Se eu errei, se eu magoei, se eu o julguei mal, desculpe me por todos esses transtornos, estou em construção.

Papa Franscisco

Assim que é a vida

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Eu não queria que tivesse sido assim.

Eu não queria. Sei lá. Que agonia desgraçada. Por um detalhe, por um mísero detalhe quebramos o elo. Por um singelo desencontro de corações. Por um momento achei que estava louco. Perdido de tudo. Aff. Eu queria é ficar mudo, mas não dá, porra. Não dá pra não pensar. Não gritar. Sim, meu grito é isso aqui. É essa palavra. Essa também. Não sou do tipo zen. Nunca fui. Devo ser parente do Cazuza. Exagero, sim. Venero, sim. Corro e me perco, sim. Te perco. Não.

Não acredito que te perdi. Aliás, não vou comprar essa culpa, não. Você que me perdeu. Não acredito que mais uma vez me vi nessa posição. O mundão tá cheio dessa gente que não perde nada. Que é só marketing, vitória e piada. Aqui não funciona assim. Minha vida não é bala de festim. É bala que fere, que rasga, que mata.

É, eu realmente não sei o que fazer quando nos imagino intensos pelos cantos. Não entendo de sós, só de tantos. Olha, nem era pra eu escrever isso. Não era pra eu contar pra ninguém. Mas contei pra um amigo. Ele sabe muito de mim e com alguém eu precisava dividir o que senti. Ah, que maravilha o que vivi no meio daquelas gargalhadas. Minha alma não estava preparada pra sua chegada; o que dirá pra sua partida. Algum idiota me falou que é assim. Assim que é a vida.

Fábio Chap

Mulheres inteligentes dão trabalho.

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Homens sentem medo de mulheres independentes.

Começa na conquista. Você precisa ter Q.I em bom estado pra chamar atenção dessa mulher porque ela simplesmente odeia gente burra assim como odeia a mania que os homens têm de simular inteligências citando filmes e livros que nunca leram.

Pior que conquistar, é manter essa relação. A moça inteligente sabe o que quer. Você nunca vai ouvir ela dizer: não sei, talvez ou você quem sabe. – Ela sabe. Ela opina, ela quer muito conhecer o restaurante novo que abriu perto do trabalho, ela defende as próprias idéias nem que pra isso tenha que perder um ou dois amigos e aturar a cara feia de outros. E pior: ela liga no dia seguinte sem problema algum. Essa moça tem tantos planos e ambições que não sobrou tempo pra aprender a jogar os joguinhos de uma relação. Ela chora com o fim do namoro, mas por no máximo uma hora, porque amanhã tem reunião cedinho e se atrasar, nem pensar. Isso sim seria o fim.

É o tipo de mulher que todos os homens sonham, mas não se acham capacitados para ter. – Estagiários.

Preferem a mulher igual, aquela, que todo amigo tem uma. Elas se reúnem em grupinhos e se entendem. Falam amenidades, acham graça de coisas pequenas, discutem marcas de sapatos e beijam seus namorados de cinco em cinco minutos porque a mulher igual tem sempre em mente que se não tratar bem o “zuzuquinho/fofuréco/tutuquinho”, outra igual vem e leva.

As respostas mais usadas são: não sei, talvez e você quem sabe. Ela nunca sabe. Concorda pra agradar o namoréco, come carne mesmo com vontade de comer frango, pinta as unhas sempre do mesmo tom: clarinho. Não importa a cor, ela diz. Desde que seja clarinho. Ela gostaria de usar laranja, verde ou tomate, mas isso seria ousar e tem mais: vai que o namorado não gosta?

A Francesinha sobrevive até hoje graças a essa mulher.

A mulher igual usa saia cintura alta, baixa lançamentinhos no seu celular de capinha rosa. Ela adora rosa. Antenada com tudo que “está se usando” com medo de parecer brega, é escrava da moda, assim como da relação fofuréca.
É o tipo que faz do seu Facebook e do namorado um só. Foto do casal no perfil: Maria e Pedro [Foto de beijinho e imagem de um coração em forma de emoticon]. – Alí ela perde parte do dia postando fotos de biquinho e do churras no find com my love eterno.

Homens acham bacana esse tipo, mas é mais fácil de lidar e de manter. Como uma planta: a gente bota ali e ela fica. Só regar vez ou outra pra não morrer.

Mulheres inteligentes crescem mesmo se você não regar.

Vanessa Pinho, publicado em: http://wp.clicrbs.com.br/poraqui

O que a gente é

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A gente se olha no espelho, vira de bunda e confere a situação da celulite, que aliás, vai sempre muito bem essa safada.
A gente deseja o carro novo e foda que o amigo comprou.
A gente olha as fotos do casamento e já se imagina lá na igreja, toda de branco, decide o que teria de lindo e o que não teria de brega na nossa festa.
Assalta a geladeira e forja a dieta quando não tem ninguém olhando.
Mente que está mantendo o ritmo na academia pra quem se envolveu no tal do projeto verão (e está na torcida pela gente), não se decepcionar.

A gente é bom.
Sente dó cachorrinho magrelo que todo dia está na esquina de casa, implorando um pão e carinho.
No sinal, dá moedas pro argentino sujinho (porém gato) que faz malabares.
Faz doação, se envolve em causas sociais, sai pra rua pra protestar por um amontoado de não-sei-o-quê, avisa que a colega saiu do banheiro da balada com o papel grudado no sapato.

A gente é ruim.
Finge que não vê o idoso entrar no ônibus, já que tem gente mais nova sentada e nem se mexe pra ceder o assento.
Faz que não viu aquele vizinho chato, só pra não interagir.
Visualiza e não responde.
Manda indireta.
Deseja que ele fique impotente e que ela engorde.

A gente é isso tudo e se suja todo dia na lama da humanidade.
Baba a saliva dos imperfeitos, feitos de carne, ossos e sentimento.
A gente é essa máquina antiga que ninguém quer trocar, porque tem apego.
Ainda não inventaram nenhuma evolução da gente, porque a gente é o que há de mais evoluído no melhor e no pior.
Nenhuma se espécie se supera tanto, todo dia, em cagar com tudo e aparecer com um choro na garganta pedindo perdão. Ainda bem que a gente muda de ideia toda hora e Deus se faz de surdo e ri da gente. Ainda bem que a gente é gente.

Kamila Valente, publicado em: http://ogostodaletra.blogspot.com.br/

ÚNICO JEITO DE ESQUECER ALGUÉM

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Você não esquece virando as costas. Você não esquece fugindo. Você não esquece ninguém evitando encontros. Você não esquece apagando as fotos e excluindo os telefones. Você não esquece jogando fora os pertences. Você não esquece cortando o cabelo e os hábitos. Você não esquece trocando de personalidade e de emprego. Você não esquece mudando o percurso dentro da cidade, você não esquece nem mudando de país.

Você não esquece ninguém ao longe, distante, sem contato nenhum.

Você não esquece parando de pensar e de escrever. Você não esquece com paixões ou acumulando casos. Você não esquece desprezando conselhos. Você não esquece off-line. Você não esquece trocando a carência da saudade pela prepotência da mentira. Você não esquece omitindo nomes e recortando histórias. Você não esquece passando por cima da realidade e atropelando fatos. Você não esquece destilando ódio e rancor. Você não esquece arquitetando vingança e planejando respostas de conversas passadas. Você não esquece contando os dias de abstinência. Você não esquece fingindo desinteresse. Você não esquece dando de ombros, limpando os ombros, beijando os ombros. Você não esquece tomando ansiolítico e antidepressivo. Você não esquece fazendo greve de fome e de prazer. Você não esquece abandonando os amigos. Você não esquece forçando amizades. Você não esquece adotando outras religiões.

A culpa não ajuda a esquecer. A maldade não ajuda a esquecer. A indiferença não ajuda a esquecer.

O único e verdadeiro jeito de esquecer é vendo de novo e não sentindo mais nada.

Fabricio Carpinejar, publicado em: https://www.facebook.com/carpinejar/?hc_ref=NEWSFEED&fref=nf

 

Eles já sabiam

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Algumas pessoas têm isso. De alguma maneira elas sentem quando – mesmo sem nenhuma indicação palpável – aquele pessoa vai acabar nos seus braços, cedo ou tarde. E naquela noite ambos sentiram isso. Não houve nenhum toque mais íntimo, nem um abraço sequer. Não houve palavras ao pé do ouvido, não houve dança juntos nem beijinho no canto da boca. Eles simplesmente sabiam. Só houve alguns poucos olhares. Que foram o suficiente, afinal, eles já sabiam mesmo. Mas nesse dia, algumas intempéries evitaram que aquele fosse o dia. Os olhares continuaram até ele ir embora, antes dela. E eles se despediram sem medo, sem pressa, sem arrependimento, afinal, eles sabiam.

Alguns dias depois se falaram pela Internet. Em poucos minutos um descobriu que o outro também sabia. E assim, pela Internet, sem nem se ver, eles já sabiam – e dessa vez até combinaram – que seriam um do outro. Nesse mesmo dia ele saiu com as amigas dela. Amigas em comum. Ele insistiu para que ela fosse, mas uma forte tosse parecia querer adiar de qualquer maneira o encontro. E ela não foi. Ele foi, e trocou mensagens com ela a noite toda. Mensagens melosas, já em tom de namoro. Mas ainda nem sequer tinham se beijado. Só haviam se encontrado duas vezes, em duas boates. Poderia ser até que nem se reconhecessem durante o dia. Mas isso não importava, eles sabiam.

Se falaram longamente também no dia seguinte – ainda impedidos de ser ver, menos por causa da tosse do que pela vaidade dela em não deixá-lo vê-la daquele jeito. Conversaram ao telefone, na Internet, mensagens. Não que ainda precisassem de mais palavras, mas se ele falavam e se falavam. Na segunda feira, enfim, se encontraram. Na casa dela. Se encontraram, conversaram banalidades e essas coisas. Não tinham pressa, eles sabiam. Num momento desses meio transcendentais que a gente nunca admite que acontece, ela, de repente, parou o que fazia e o fitou. Ele a olhava. E, sem dizer mais uma palavra, se beijaram. E esse ato se repetiu, com apenas um dia de ausência, durante vinte e dois dias. Sete dias depois estavam namorando, e hoje, parece que estão juntos há anos. Um é tudo o que o outro precisava. Houve contratempos, claro. Algumas coisas no passado dela se fizeram de difícil digestão pelo machismo retrógrado, conservador e orgulhoso dele. Da parte dela, foi difícil, depois de uma desilusão das piores, admitir que havia novamente encontrado o amor. Ou sido encontrada por ele.

Mas ele mandou o machismo às favas, e ela – me desculpem o termo, mas não há outro mais apropriado – mandou a prudência e o receio para a puta que pariu. E ficaram juntos. E estão até agora. E, pelo jeito que a coisa vai, passando por cima de todas as pedras no caminho, pedras essas que não foram poucas. Mas eles passaram por elas, e, há poucos minutos atrás, namoravam feito adolescentes e agora, alguns instantes depois, já estão morrendo de saudades, falando no diminutivo e que nem criança. Mas tudo isso só serviu pra confirmar o que, repetindo o motim desse texto, eles já sabiam desde o início.

 

Leo Luz, publicado em: http://amorcronico.com.br/