De repente

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E de repente deu tanta saudade. De repente me faltou o ar, mas eu percebi que aquilo que me faltava mesmo era você. Toda a cena foi uma saudade sufocada que o coração guardou no fundo da gaveta mais alta. Uma falta enorme do bem querer. Do abraço apertado. Do sorriso leve, solto, meu. Aquele sorriso que você me dava e que era só meu, só nosso. Só era como se eu te enxergasse além daquela aparência impenetrável de menino mal. Eu quebrei tuas barreiras e me abriguei na tua cama. Saudade do abraço que ficou conhecido como lar. Era isso, você era o meu lar, e eu o seu lugar para voltar. Saudade de um tempo distante. Saudade de todos os momentos bons que nos fizeram repensar tantas vezes. A vida anda boa sabe. Os sorrisos estão fáceis. A paz abrigada no peito. Mas é que falta alguma coisa. Mas é que no meio de toda a bagunça que fomos, tem essa caixa enorme com o nosso nome no coração, e que ocupa muito espaço, e que ninguém consegue tira-la. Nosso mesmo ritmo, nossa dança meio torta. A mesma batida de dois corações. De repente deu tanta saudade. De um abraço de cuidado. De uma mesma fé. De uma paixão, de me apaixonar pelo teu ser singular todos os dias, com todos os teus nuances. De repente eu quis tanto voltar para um tempo distante, onde era apenas eu você, e mais nada.

Karoline Amorim, publicado em: https://catarsese.wordpress.com

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