Você me dói

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Não tente entender porque eu não ligo. Nem fique chateado quando eu não respondo. É que você ainda me dói. É que você é o veneno e a cura. É que você me dói nas madrugadas frias. Nas tardes ensolaradas. Nos dias chuvosos. Ou quando as nuvens cobrem tudo. Você me dói quando te reconheço em personagens de um livro, em perfumes aleatórios, em gestos decorados. Você me dói como uma ferida em carne viva. Me dói como uma doença sem cura. Me dói como dor nenhuma que jamais vou sentir. Você apenas me dói. Me consome em dor. Me enche de um monte de coisa que eu não quero, que eu não preciso. Você desperta o pior em mim. E como lidar com o fato de que aquilo que você mais quer, é também aquilo que mais te fere? Não sei. Sigo não lidando. Sigo nas sombras da tua vida, querendo entrar e não podendo. Entenda, entrar seria me perder mais uma vez em você, e ainda não parei de doer. Ainda não cicatrizou. A vida me deu uma anestesia, mas ela sempre passa em madrugadas vazias. Nas noites de insônias. Nas tuas repentinas aparições. Mas a dor é minha, você não sabe nada sobre a dor e assim nada sobre a cura. Então que continue assim, uma hora a dor cessa, a ferida sara, uma hora vai parar de doer, de consumir. Uma hora, em uma rua ou outra, entre uma dor ou outra, eu aprendo a ferir como você. Afinal, até aqui, só você se valeu, e sei bem que foi com aquele, “Fere ou serás ferido”.

Karoline Amorim, publicado em: https://catarsese.wordpress.com/

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