Cartas, Cinemas e Rock and Roll

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Ela teimava em ser inverno, mesmo com a temperatura beirando os quarenta.

Ele, a ausência do coringa. Não conseguiu o sete de copas necessário para cessar a taquicardia. Faltou sorte e açúcar.

Ela remendava aquele domingo de janeiro, de um drama exibido na sessão das vinte e três, com pipoca e mãos na coxa […]

Ele e todo o seu carinho-de-menino-agridoce, agora em pause. Vez ou outra soprava acompanhado de outros (a)braços em algum estágio -letal- daquele sonho recorrente.

Ela fez cena, foi tema, vazia. Foi assim, de maré, de azar e seda rasgada, de lua. Cheia. De pratos jogados contra a parede para suprir ausências. De vazios bordados no peito.

Pó. O amadeirado do pescoço. O jeans despido. Sua alma cheirando a desejo. O lençol branco manchado de mentiras. Nem Bossa Nova, nem Jazz.

Jaz. Cremado.

Ele Prosecco, ela chovia.
Ela saudade, ele sorria.
Ele partiu, ela partida.
Eder Fabrício, publicado em: http://universo–paralelo.blogspot.com.br/
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