Um sincero pedido de desculpas

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Desculpa não ter lhe ligado como prometi, ter lhe bloqueado do whatsapp e nunca ter respondido suas chamadas no bate-papo.

Ter dito que “íamos marcar” e nunca mais lhe dar qualquer sinal de fumaça, fugindo de você como fujo dos cobradores (exemplo fictício).

Desculpa ter ignorado seus convites, seus olhares, suas ligações, ter dito que eu tinha namorado.

Desculpa ter desaparecido com o amanhecer e não ter deixado rastros.

Não há nenhum problema em você, bem pelo contrário, existem apenas qualidades das quais sequer sei contabilizar, é de fato o genro que mamãe pediu a Deus, mas mãe sempre exagera, né?

Você não é feio, não é burro, não é nem chato, é talvez a pessoa mais linda com quem me relacionei nos últimos tempos, é daquele tipo “por dentro e por fora”. Cara, você é apaixonante, atencioso, querido e tem frases tão inteligentes que me assustam.

É diferente dos outros caras, diferente porque me quer, quer tanto que até irrita.

Logo a mim, que não passo de uma garota confusa e cheia de dramas. Logo eu que não sou exemplo de bom comportamento e beleza tropical.

Então, não é você. Nem eu. A culpa disso não ter dado certo é de ninguém. Só não era pra ser – odeio quando falam isso…mas não tenho outra resposta -, era pra ser eu, era pra ser você, não nós.

A gente não tem culpa de não gostar, de mudar de ideia do dia pra noite, a gente não tem culpa de ter medo.

Não estávamos no lugar errado, estávamos no lugar certo e na hora certa, mas faltou o “blim”.

É uma espécie de falta de “sininhos”, aqueles que tocam quando acontece o “blim” – o “blim” que é a mesma coisa que cair de cara em um muro e quebrar ela todinha – que é se apaixonar.

Às vezes agradeço o sumiço daqueles sininhos, outras até que gostaria que eles não se escondessem tanto.

Mas, como eu ia dizendo, ninguém tem culpa de gostar de alguém, a gente bem que tenta fugir, esquecer, mas no fim acaba se apaixonando. Só que esse negócio de se apaixonar é loteria, não escolhe cor, sexo, idade, o cupido meio bêbado – no meu caso – acaba acertando em quem ele bem entende.

As pessoas se preocupam demais em encontrar pares perfeitos, se preocupam em entender porque não encontram, porque encontram e perdem, porque encontram e não querem.

Será que elas não percebem o quanto encontrar já é a conta? O quanto já vale um encontro, mesmo que dure um dia, dois, ou apenas alguns minutos.

 Alessandra Menegaz, publicado em: http://www.revistacatwalk.com.br/

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