Essa metade não era você

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Olha, eu preciso falar! Tenho uma necessidade extrema de abrir o coração pra você. Queria deixar claro que eu sei muito bem que isso pode dar em merda e que você pode achar que sou uma louca. Também sei que eu já estou sendo bem maluca por aparecer do nada e te escrever assim… Mas eu preciso falar e por favor não me interrompa!

As coisas andavam meio cruéis pra mim… O coração estava meio aperriado, a vida estava meio desajeitada. Estava tudo “meio”, sabe? Eu escutava minhas amigas falarem que uma hora eu ia dar a sorte de encontrar uma outra vida “meio pela metade” e as coisas iam se encaixar como, quem sabe, uma laranja. Mesmo que algumas podres descansassem debaixo da minha árvore, eu encontraria. Eu sei que você está pensando que vou falar que essa “outra vida” era você.

Bom, desculpe decepcionar, mas não era. Às vezes a gente se engana, é verdade. Eu queria dizer é que se as coisas já estavam pela metade você fez o favor de esvaziar todo o resto. Achei bonito o egoísmo já que, de certa forma, seu pensamento mais intrínseco sempre foi: “Te encher de mim pra matar a ti”. E matou. Valendo. Cada átomo. Mas vou te contar um segredo: Eu já nem tinha mais tanto medo assim. Foi quando me perdi, percebi que não havia mais nada a temer. Pra que ter medo de perder o que, talvez, nunca tive?

Eu sei que você está aí achando também que sua ida vai me marcar pelo resto da vida. E marcou mesmo, fazer o que? Mas não pra sempre porque aprendi a te deixar ir e carregar para si cada ferida. Com o tempo cura. Com o tempo fecha. Com o tempo camufla.

Eu sou só mais uma nas estatísticas, só mais uma apaixonada por expectativas. Veja bem: por você não, pelas expectativas. Tenho lá minha culpa por me apegar ao meu próprio desejo de ser feliz e também por idealizar uma pessoa que ninguém nunca chegará aos pés de ser. O problema é que andei me procurando demais nos outros. E isso, convenhamos, você nunca chegou perto de suprir.

Como eu disse, você até esvaziou o que, em mim, sobrou. Mas não se preocupe! Nem olhe pra trás! Lembrei que, lá dentro da gente, tem uma coisinha que nos faz se encontrar, se amar, se preencher… Pois é, dá um oi pra meu amor-próprio!

Marielena Fonseca, publicado em: http://www.marielenafonseca.com/

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