Ode a abstinência

original

Dei-lhe o que acho ser o último adeus

De bom grado, sem rodeios ou recados

Pois quando não se quer machucar alguém

Temos que fazer uso de todas as cartas do baralho
Sou poeta falido, pirata, desvairado

Tu és o que não mereço o que me é pecado

Abster-se de ti é duro, rigoroso, castigo para

pobre-diabo
Mas sofrerei tudo isso só para te ver com um riso

estampado

Privo-me do teu beijo doce, dos teus olhos amendoados

Eles já não me fazem bem, morena. Só me deixam mais

culpado
Tu mereces alguém melhor, um engenheiro ou um empresário

E eu sou só um visionário visando o teu amparo
Eu vou ficar bem, mesmo que seja mascarado

Com um sorriso estampado

Um coração arrombado

E um pensamento obnubilado.

 

Izabel Sabino, postado em: http://volatum.blogspot.com.br/

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