Calma aí, coração

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Ei, coração, vem cá. Senta aqui na mesa um pouquinho que nós precisamos conversar. Não vou oferecer um café porque preciso que fique tranqüilo e sem intervenções.  Acho que temos que entrar em um acordo de não agressão, já que a Maria da Penha não se enquadra nesse quadro sem molduras.

Olha, numa boa, somos amigos e estamos juntos desde 93, mó tempão. Você faz usucapião do meu corpo e, numa relação desigual, me faz de morada e eu sou dependente da batidas, desse 12 por 8 que me mantém viva, ainda que ele insista em ser 10 por 6.

Concordo que um pouquinho de dureza faz parte pra criar uma camada protetora contra golpes, rasteiras e quedas, mas não precisa declarar guerra ao mundo, ao carinho, ao desejo de querer bem.

Disse isso tudo porque não quero que você ache que não respeito ou não preciso, bem ao contrário. Mas dá pra ao menos me explicar o que você anda querendo? Assim bandido, gostando de apanhar que quando recebe um afago, se perde e recusa. Qual é, coração?? Vê se deixa de ser bandido, de ser ‘mulher de malandro’, e toma vergonha nesses átrios. Ninguém vive de pauladas, nem você!

Marina Oliveira

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