Não sei nada de amor

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Amor para mim é uma busca eterna. Ele nunca vai vir completo e perfeito. Atenção: nunca.

Tento entender alguma coisa do que os outros sentem e do que sinto. Com esse pouco que sei, não consigo dizer “sim” para todos os questionamentos da imagem. O ponto de vista é muito interessante, mas eu preferiria que isso não fosse o que realmente acontece com a gente. Depois de tanto escrever sobre o assunto, tenho a minha própria forma de pensar sobre relacionamentos. Acredito em várias coisas, desacredito em outro monte também.

Acredito que nos refazemos a cada desamor, a cada decepção, a cada deslize e a cada fim. Quem escreveu que “um amor cura o outro” foi um gênio. É bem assim que acontece, não podemos negar.

É impossível esquecer do que passou se não sofremos de amnésia. Mas, é possível sim colocar as lembranças em stand by, numa caixa que temos no cérebro igual a essas que ficam encostadas na garagem. O acesso a ela é livre, só que não acontece com tanta frequência. Principalmente se estamos vivendo o presente, desencaixotando coisas novas.

Eu discordo que buscamos a mesma pessoa repetidas vezes. Ou não existiria nada mais gostoso do que poder se apaixonar de novo, se redescobrir com alguém que nunca esteve na sua vida. É difícil se abrir para a ideia de que o próximo pode ser totalmente diferente. Nós somos tantos por dentro, que muitas vezes é preciso um impulso para sermos isso tudo por fora. É assim que do nada alguém vem e te redescobre. Acho isso incrível.

Sigo a linha de que a vida é realmente uma só, e amar sem limites, duas, três, setenta vezes, é um presente de estarmos aqui. Seria muito chato se apaixonar por alguém exatamente igual duas vezes. Prefiro uma vez só. Uma única vez intensa e sincera. E se por acaso, um novo amor me lembrar um amor antigo, tomara que seja só nas coisas boas.

Desacredito no amor que não é recíproco e machuca. Aquele que faz mais mal do que bem. Esse amor toma tempo de vida e dá nó no estômago. Desacredito em quem não quer verdadeiramente estar junto e faz papel de figurante. A dor pode ser desafiante no começo, mas para quem já se acostumou com ela, amar vira uma bola de neve. Às vezes, é um Amor que nem é Amor. Nesse, eu não acredito de longe.

O Amor é sempre mutável e eu não sei nada sobre ele. O que eu quero mesmo é que seja sempre bonito de viver. Amém.

Marcella Brafman, publicado em: http://www.semcliche.com.br/

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