Sobre o medo de se apaixonar outra vez

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Das dores que a gente carrega na vida, muitas delas doem porque alguém fez doer. É o amor mal resolvido, aquele caso que a gente sabe que, no fim das contas, fez doer o coração. É a promessa que não foi cumprida, a mentira que a gente descobriu quase que sem querer, os desencontros que se tornaram, sem vontade alguma, tão-somente desamor.

É aí que a gente se parte em dois e faz um acordo consigo mesmo, se fechando pra balanço e deixando bem claro, a quem possa interessar, que não tem mais jeito, um beijo e um abraço pra essa coisa de se apaixonar. Parecia bom, né? Sentir friozinho na barriga, fechar os olhos e acordar rapidinho só pra ter certeza de que nada, absolutamente nada, era um sonho bobo que logo deixaria de existir.

Mas sabe qual é a graça da vida? Quando a gente menos espera, a gente se esquece dessas promessas de não se apaixonar de novo, perde o medo de mergulhar fundo, de dar a volta ao mundo por alguém que sabe, de um jeito tão único e especial, arrancar um sorriso nosso a qualquer hora do dia, mesmo quando a gente acha que nem tem motivo pra sorrir.

Hoje deu vontade de dizer que se eu consegui perder esse medo, você vai conseguir também. Nem precisa ter pressa, muito menos achar que qualquer bom dia é cantada e que qualquer cutucada é pedido de namoro.

Assim o amor chega. E arrebata. Sem régua que meça, sem balança que pese e sem dizer quando e o quanto chega para, por fim, ficar.

Milton Schubert

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