Quando eu for embora de vez

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Quando eu for embora de vez, guarda meus discos e os livros que eu nunca li, guarda minhas canções, minha poesia, minha gargalhada. Faz a barba e adoça o café, e o mundo inteiro vai saber que eu não moro mais em você. Quando eu for embora, tira as meias, lava as camisas de banda e troca a vitrola por um som mais ousado, menos a minha cara. Não chora, não conserve o medo, não engula as feridas, não deixe a casa sozinha e também não deixe a solidão dela te consumir. Quando eu for embora, meu coração ainda fica, meu infinito ainda te abraça, minha luz ainda te guia. Mas se quiser vir comigo, moço, meu mundo inteiro dorme em você.

Natália Brandão

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