Pra vê se ‘cê volta

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De toda minha saudade, inteira ou pela metade, que te coube, que te cabe. De todo o meu amor em paz ou cheio de horror, que te insiste, que te invade. De toda a minha poesia serena ou cheia de agonia, que te come, que te prende. De todo o meu desencanto, sorridente ou movido pelo pranto, que te pede, que te mete. De toda minha solidão, aliviada ou revocada de tesão, que te grita, que te mata. E sonha de novo, com os teus olhos castanhos e o pouco cabelo, e a muita barba, e o tanto de apelo, pra vê se ‘cê volta, se me escolta, pra me proteger dos meus medos e da vida lá fora.

Natália Brandão

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