Sobre a falta e a sobra

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Olho pra cada canto e te imagino aqui, sentado na sala, jogado na cama, brincando com cordas soltas de um velho violão. Alguns dizem que o que eu carrego no peito é saudade, outros citam comodismo, eu arrisco em falta.

Falta do sorriso folgado que vinha em conjunto com um par das covinhas mais bonitas do universo. Falta do abraço apertado que me libertava dos medos e daqueles pensamentos tolos. Falta das longas conversas que nossos olhos tinham, enquanto nós dois permanecíamos em um silêncio claramente necessário. Falta do teu corpo esquentando o meu e do teu beijo invadindo os lábios e o coração.

O cobertor sobra quando você falta, na verdade se te falta, tudo sobra. Sobra amor, café, cigarros e uns velhos textos que falam do teu cheiro, do teu gosto e daqueles sonhos de músicas que a gente costumava carregar em uma mala. A comida tá na mesa, moço, a melodia já encanta a casa, só falta você chegar e me trazer os braços que me permitem a segurança de um coração que para com a tua ausência.

Natália Brandão

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