Não deve ser amor

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Sempre que caminho ao norte para longe dela, que se direciona ao sul, basta um risinho daquela pequena ou uma piscadela barata de cílios que minhas pernas já mudam de direção. Meu coração volta correndo para seus domínios como um menino que estava tentando matar aula e foi pego pelo inspetor. Às vezes, até chego à beira da estrada, sinto um cheirinho de vida sozinha, mas quando a vejo me olhar de costas, com os cabelos tapando metade de seu rosto, fazendo com aquele indicador maldito ondas que me chupam para seu lado.

Depois que a conheci, desconheci todo o resto. Ela veio me dizendo “oi’ e eu já fui me despedindo de tudo o que eu era antes. Não deve ser amor. Mas tô em dívida com tristeza desde que ela chegou.

Hugo Rodrigues

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