Falta

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Toma teu rumo, moço, bate aqui em casa, grita meu nome e traz livros invés de rosas. A falta que você faz é do tamanho da distância em que você vive. O cheiro sempre impregnado nas minhas roupas amassadas, já começam a oscilar. Os olhos que antes brilhavam de saudade, hoje vidram em direção as janelas tão despidos quanto meu coração. A mão traz um suor indesejável de desespero e os lábios sempre secos deixam a mostra o amargo da vida sem teu beijo. Meus ouvidos, sempre atentos a qualquer barulho anormal, a qualquer risada informal. Tudo pede você, a vitrola pede você, meus sonhos pedem você, minha vida pede você. Telefona, faz planos com o acaso, vive uma desventura ao meu lado e me devolve o brilho dos olhos e o doce dos lábios, junto a cigarros enfeitados de palha e a risos espalhados pelo quintal. Volta pelos discos que deixou ou pela camisa que esqueceu, volta pelo amor ou pelos poemas que não leu. Mas volta, com aqueles planos estúpidos que a gente adorava fazer, naquela estúpida tarde de domingo onde o resumo da minha vida era teu ser.

Natália Brandão
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