Termômetro e tatuagens

05

“Vem, eu não mordo”

Mentira. Eu mordo sim. E muito. E sem permissão. Marco-te porque é assim que eu te mostro que estou ali, inteira, atenta e completa dentro dos teus olhos.

Aperto tua pele porque é ali que eu te mostro que sinto tudo dentro de mim, na frequência arrítmica dos nossos desejos pulsantes.

Faço dos nossos gemidos uma peça mundial e atemporal, compreendida em qualquer lugar, por qualquer um, a qualquer tempo, sem vergonha ou pudores.

E que cada marca seja uma lembrança nova, uma descoberta do que não deu pra gravar na memória durante o transe de corpos e suor.

Que, quando a água arder tuas costas durante o banho, lembres do meu abraço querendo te engolir.

Que a discreta marca no teu braço te faça sorrir ao lembrar do meu prazer em te morder com olhos doces.

Que, do nada, tua barriga seja repuxada por dentes invisíveis e meu rosto surja na tua mente.

E que, lá na frente, seja meu nome aquele que quase sai dos lábios teus durante teu tórrido e banal amor de quinta feira a noite com outros lábios calados.

Do mesmo jeito que a cada passo que eu dou, fica impossível não lembrar de ti, dos apertões no meio da selvageria louca no colchão no chão.

Me liga. Mordo-te de novo

Texto sem autoria, publicado em http://secret-unlocked.blogspot.com.br/

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s