Uma metáfora da vida

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Encaremos a vida então como uma jornada. A partir daí, escolheremos um transporte. Cada um pode escolher o seu. Não pretendo escolher um carro ou digamos uma bicicleta. São pequenos e cabem muito pouco da bagagem que pretendo manter sempre comigo. Eu prefiro escolher um trem, porque assim posso levar junto todos aqueles que gosto e tudo que gosto. Entretanto, como em qualquer jornada, existem estações em que muitas pessoas embarcarão; umas à passeio, outras disseminando tristezas e ainda um bom punhado de outras pessoas prontas a ajudar.

Curioso é que, em determinados momentos, muitas delas tomarão assentos ao seu lado e aquecerão o ambiente. Algumas se certificarão de que os vagões estejam sempre agitados, outras da socialização e outras descerão em próximas paradas sem ao menos serem notadas. Infelizmente, pessoas importantes para você descem em alguma estação deixando-o órfão de seus sentimentos, mas isso não deve nos impedir de continuar o percurso.

Não adianta, a viagem é assim. Cheia de encontros, desencontros, esperas, despedidas, porém jamais retornos. Nunca saberemos em qual estação desceremos. Eu fico pensando se sentiríamos saudades. Acredito que sim, pois se separar de tantas amizades deve ser no mínimo doloroso. Não existe mistério afinal. É simples. Viva! Contudo, eu esperançosamente espero que em algum momento eu esteja na estação principal esperando todos chegarem.

Rodrigo Rezende

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