Eu devo é gostar disso

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Sempre sonhei com a calmaria, com a ‘sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida’ que o Cazuza dizia e me fazia inspirar. Mas acho que eu gosto mesmo é da adrenalina daquele amor que faz mal, daquele que perturba e me deixar desorientado.

Digo não querer me descontrolar, mas a psicopatia me persegue ou eu insisto em viver um turbilhão de emoções e anseios.

Já aprendi a deixar o orgulho de lado. Deixar a insegurança pra lá e focar no amor e na simplicidade que é. Escrevo várias vezes ao mundo e a mim mesmo, para fixar o discurso, mas na prática ainda estou longe de descomplicar o amor.

Sinto aquela angustia de estar longe e aquela dor de antecipar a despedida quando estou perto. Poderia tentar não ser assim, mas não. Eu devo é gostar disso.

Acho que é isso que me faz vivo, não amar intensamente, com todas as forças, com todas as neuras e piras e problemas inventados e dificuldades construídas, sem dramas, definitivamente, não é pra mim.

Théo Borges

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