O silêncio do meu olhar

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Teus olhos castanhos fitavam os meus a todo instante, a sutileza do seu afago era tão suficiente quanto a vontade do meu eu junto ao seu.

A harmonia da delicadeza entrava pelos cantos, sem medo e cerimônia.

Me surpreendia.

As curvas da tua boca, tão sutis; inebriavam a minha alma no meu doce calar.

Senti o quão genuína eu conseguia ser.

Culpe a suavidade de seus olhos, a benevolência do seu ser, a espontaneidade de seus atos, o sorriso cheio de covas, o cabelo com cachos de sono, o pé branco da curva sinuosa, o corpo quente, as pintas distribuídas democraticamente pela tua pele e toda a sua essência.

Era inevitável gostar de você.

Isabela Seabra

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