Com carinho

As vezes dá saudade. Sem presença, sem notícia – chega sorrateira, bem safada. Saudade de sentir: coração pulsando, vento norte no estômago, arrepio na espinha. São suspiros perdidos. Queixo franzido. Sombra por dentro. Entre tantos esquecimentos, um impulso. De fé, tentativa. Alma que ensaia um sorriso maroto. Quer sair do casulo. Quer virar do avesso. É saudade boa, folhinha miúda. Que faz transbordar colorido no escuro. E torna as impermanências suportáveis. Me mostro ao mundo, te guardo pra mim. E lá do alto da roda gigante, pisco pro anjo que te rege, te guarda e ilumina. Com carinho.

Paula Pfeifer

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