Bagagem e apego

Paradigmas, paradoxos, e me diga, sem maior uso da imaginação, verdades secas e brutas, que às vezes é necessário o desapego criativo.

Vem, menino que é, descrente do medo e sem tempo de temer, que a vida anda é mais rápido do que os seus sonhos. Não, eu não aprendi tudo o que todas essas pessoas tão bem resolvidas com as suas vidas dizem ter aprendido. Não sei reduzir a bagagem e disfarçar o apego, ainda peso mais o peito quando os desejos são incabíveis e indispensáveis.

Ainda espero, mesmo quando condeno a esperança. Vem, menino, vem me dizer que te despertou o pingo da chuva que a sua janela quebrada não conteve. Que eu recorro ao dom da inventação de história, pra não me desfazer em lágrima o peito de tanto pé no chão.

Marianna Ambrósio

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s