É quase antiamor.

               Todo mundo já escutou alguma vez que há sempre um chinelo velho para um pé cansado, ou que há sempre uma tampa pra sua panela. Mas, será mesmo?

                Acredito que no fundo, todo mundo sonha em encontrar o que chamamos de alma-gêmea, mas, nem de longe, fazemos por onde.

                Temos sede de prazeres efêmeros. Nossas vontades são tão imediatas quanto nossos amores.

                De alguma forma desistimos de construir uma relação, por não darmos sequer chance de alguém nos conhecer melhor. Os padrões estão alto demais ou apenas temos medo de encarar uma relação?

                Lamentamos a falta de afeto, de oferta no mercado, a falta de companheirismo. Mas pensa bem em quantas pessoas estão nas suas redes sociais e que você nunca deu a oportunidade de conhecê-las melhor. Pois é.

                Andamos mais econômicos nas nossas relações. Talvez tenhamos cansados de expor demais a quem não merecia. Ou merecia, mas não quis. Não é a toa que achamos careta qualquer declaração de amor.

                Os tempos mudaram, não se vê mais o amor de antes. Carta de amor e serenatas são quase piadas. Será que somos pessoas mais vazias?

                Mas ainda assim, o que mais me chama atenção é que ao mesmo tempo em que namorar virou sinônimo de palhaçada (porque sim, as pessoas acham que você deve ter enlouquecido pra trocar a vida de solteiro pela de “casado”), ainda há quem esteja cansada dessa desconexão de tudo que é apego, e arranje um estímulo pra buscar alguém que segure a sua mão quando você estiver com medo.

                Quem disse que amar é fácil?

Laira Custódio

(P.S: Um beijo especial a Bruna, Dezza e Julia, amigas queridas que, dos nossos encontros, me dão muitas idéias sobre o que escrever.)

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4 thoughts on “É quase antiamor.

  1. Amiii, que lindo, que verdadeiro.
    Amei o texto e me emocionei com a “homenagem”.
    Sempre que estamos juntas as histórias rendem livros e livros. Realmente, teremos o que contar, pois de coração a gente é perita, cada uma a sua maneira!
    Bei, love.

  2. Muito bom! 🙂
    Sim, dá que pensar… mas eu estou numa fase diferente, dou maior importância a uma grande amizade e espero que, de alguma dessas grandes amizades possa surgir um verdadeiro Amor… agora, misturar tudo e tentar obter resultado é que não. 😛

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