Nem Eduardo, nem Mônica.

O poder de atração dos opostos é evidente. Aquela velha história da metade da sua laranja.

Todo mundo conhece a história de Eduardo e Mônica, “e todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz”.

Tudo se resume em achar alguém que seja a metade que você não tem, ou seja, alguém que te complete.

Até quando?

É claro que encontrar alguém diferente é interessante, e desperta curiosidade. Normal. Mas quem muito é oposto, não tem nada em comum.

Lembra aquela história dos conjuntos? O conjunto A, o conjunto B e a intersecção dos dois. Não é preciso ser bom em matemática pra saber que tem que haver um mínimo comum para um casal poder sobreviver a esta selva de pedra.

Desde os primórdios dos tempos, o ser humano busca o que lhe é comum para fazer suas relações. É o fator mínimo que definem grupos, sejam eles sociais, profissionais, amorosos.. São os pontos comuns que permitem uma vida sem (muitos) atritos.

Sábio é O Teatro Mágico que disse “Os opostos se distraem. Os dispostos se atraem“.

Os opostos, passado a fase da empolgação, logo se distraem, porque não há mais novidade no que antes era uma “aventura ao desconhecido“. Serão um casal com dois estranhos.

Pessoas muito diferentes irritam-se mutuamente. Temperamentos e gostos diferenciados dificultam a vida em comum. O antagônico nos desagrada, cria barreira e resistência.

Apesar da lei da atração de pólos opostos eu digo: os opostos até atraem, mas não se entendem.

Laira Custódio

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5 thoughts on “Nem Eduardo, nem Mônica.

  1. ‎”Para ter consciência de mim mesmo, preciso diferenciar-me do outro. Só quando existe essa diferenciação é que pode existir o relacionamento”Jung.

    1. Peu…
      Jung foi muito sábio, não é mesmo?
      E só existe o relacionamento porque antes de mais nada existe o EU e logicamente o OUTRO….e esta soma destes dois inteiros é que proporciona o NÓS!!!

  2. Olhar para o outro esperando que ele me dê aquilo que preciso, que me falta…
    Normalmente nossas escolhas são baseadas nesta premissa…
    Melhor opção? Não sei….muitas vezes o frio pode ser quente, não é mesmo?
    Depende do quê? Da percepção de quem sente!!!

    Lindas construções!!!

    Bj

  3. Como você citou este texto, fiquei curioso e vim dar uma olhada. Ótimo raciocínio…no fundo acredito que nossa “cara metade” deve ser, antes de mais nada, nossa(o) melhor amiga(o). E para isto, não há como ser alguém muito diferente de quem somos. Enfim, como tudo na vida, tempos que procurar um equilíbrio. Acredito que a pessoa que ficará ao nosso lado deve ser semelhante naquilo que é fundamental, mas um pouco diferente para que possamos aprender alguma coisa diante de um ponto de vista que nos seja inusitado, sobre uma ou outra questão. Ou seja, acho que é imprescindível que se compartilhe da noção de certo e errado, valores, cultura e haja certo equilíbrio intelectual, contudo, há que ter facetas desta pessoa que, pela diferença, te atraiam. Acho que ver nela qualidades que você não tenha, mas admita, talvez seja o ingrediente da mistura que instiga o relacionamento entre pessoas que dividem similitudes em muitos aspectos da personalidade. Para mim, não viemos a este mundo a passeio e devemos ter ao nosso lado alguém que não só aprenda conosco, mas também nos ensine e, para tanto, deve der semelhante mas não igual.

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