Perca-se. Permita-se.

Não é porque o seu coração foi despedaçado em mil pedaços que o amor é ruim.

Não é porque você teve que juntar os cacos, e separar os bons dos ruins (leia-se ruins as lembranças que você teve com a pessoa), pra tentar colar, ainda que faltem a vontade de começar do zero novamente, que não vale a pena amar.

Todo mundo já teve, ou vai ter, seu coração partido. Mas é necessário não desacreditar. É necessário dar outra chance. Toda nova frase precisa antes de um ponto. É assim que a banda toca.

Quem me conhece sabe que sou a pessoa mais realista do mundo. Mas eu acredito no amor.

As vezes, o que falta é a consciência de que não é porque uma história acabou que ela não deu certo. Ela deu. Fez a função que era dela – seja lá te ensinar algumas coisas, ou te mostrar que é possível acontecer de novo -, e terminou.

Romper não significa fracasso.

Por isso, dê uma chance. Permita-se gostar de um outro alguém. Permita que outra pessoa goste de você. Não há mal algum em dar novas chances.

Mas antes que você comece novamente, dê um tempo pra você. “Curta” a sua dor. Não tente ingressar em sequência em outro relacionamento sem ter dado um tempo para você se acostumar com o (seu) mundo novamente.

É claro que há coisas imprevisíveis, e pessoas que surgem nos momentos mais inapropriados, mas, por favor, não confunda sua carência com amor.

Há uma frase que diz: ”
Antes de abrir a porta do coração novamente, melhor limpar a bagunça que ficou da última vez”.

Faça uma verdadeira faxina! Sinta-se bem. E depois disso, recomece.

Existe uma coisa linda em recomeçar. Uma esperança que te impulsiona pra cima. Mostra que é possível sim, após inumeras dores, vencer.

Se eu puder dar um conselho: Perca-se. Permita-se.

Laira Custódio

Anúncios

One thought on “Perca-se. Permita-se.

  1. Lembrando nosso querido escritor Vinícius de Morares:
    De tudo ao meu amor serei atento
    Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
    Que mesmo em face do maior encanto
    Dele se encante mais meu pensamento.

    Quero vivê-lo em cada vão momento
    E em seu louvor hei de espalhar meu canto
    E rir meu riso e derramar meu pranto
    Ao seu pesar ou seu contentamento

    E assim, quando mais tarde me procure
    Quem sabe a morte, angústia de quem vive
    Quem sabe a solidão, fim de quem ama

    Eu possa me dizer do amor (que tive):
    Que não seja imortal, posto que é chama
    Mas que seja infinito enquanto dure.
    Soneto de Fidelidade

    Já diz tudo não é?
    Que seja eterno enquanto dure…
    Autorizar sempre, este é o segredo, né?
    Linda escrita….

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s