Amores que vem e vão

Acredito que todo mundo tem, ou teve, aquele alguém que vira e mexe está em sua vida. Seja por acaso, destino, por simples coincidências.

O fato é que somente um ponto final permite que você escreva uma nova frase. E, dessa mesma forma, os relacionamento funcionam. Enquanto a história não é terminada de fato, ela voltará pra sua vida de inúmeras formas.

É como uma cruz que você tem que carregar.

Conseguir fechar ciclos não é tão fácil quanto parece. Requer muita força de vontade. Requer muita força. Requer.

Em tempos em que se vangloriam os que se dizem desapegados, fechar um ciclo parece bobagem, mas explico, nunca foi fácil.

Você cria vínculos de dependência que talvez nunca possam ser explicados, e arranja desculpas subconscientemente pra não ter que “largar” uma história que talvez só tenha existido pra você.

Mas tirar velhos sentimentos é tão necessário quanto cultivar os novos. É uma reciclagem. Conseguir distinguir o que é realmente necessário requer um aprendizado e um amadurecimento que leva tempos.

Demorei seis anos pra perceber que eu tinha um laço invisível que, de certa forma, me impedia de viver o que eu queria. Até que resolvi encontrar esse alguém e disse que eu precisava dele fora da minha vida. Que eu precisava que ele não me procurasse. E que, se pudesse, ficasse longe o bastante pra eu não saber nem de sua existência. E doeu, muito.

A dor de quebrar laços é daquelas de tirar o fôlego mesmo, de achar que não vai mais poder respirar. Mas é ela também que vai te empurrar pra frente e vai te fazer sorrir novamente. Talvez não hoje, nem amanha. Mas ela vai.

E depois disso, quando você menos esperar, aquele lugar do velho vínculo vai estar preenchido por outra coisa, e você se dará conta que fomos “programados” com um mecanismo de defesa.

E ainda, como diria o Dr. House (do seriado): “As pessoas dizem que você não vive sem amor. Eu acho oxigênio mais importante”.

Nunca ouvi dizer que alguém morreu de amor.

Laira Custódio

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4 thoughts on “Amores que vem e vão

  1. Este Dr. House foi ótimo…
    E você também!
    Encerrar ciclos é uma tarefa árdua e nem todos estão dispostos.
    “É preciso morrer para renascer…” dizia uma sábia professora minha. Para começarmos um novo ciclo, é sempre necessário encerrar outro.
    Quando arrastamos histórias, estórias, crenças, contos e afins é porque talvez queiramos ficar cristalizados no lugar que julgamos conhecido.
    Viver no passado e com o passado nos impede de estar no presente, não é mesmo?
    Ótimo texto…ótima vivência…excelente crescimento!
    Bjo grande
    Luciane

  2. E não da para esquecer de parafrasear Bon Jovi “Every new beggining, is some beggining’s end”. Você tem o dom de traduzir em palavras os sentimentos.
    (L)

  3. Amiii, teu blog!!! Que lindo! Que texto, amei! “Me vi nele”. Continue escrevendo sempre, cada dia mais, serei leitora assídua. Beijos, beijos.

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